Memórias, matérias e publicações que atravessam duas décadas de jornalismo cultural.
A/001Eu não detestei Coringa: Delírio a Dois
Se você teve curiosidade de ler este texto, talvez já saiba que Coringa: Delírio a Dois é considerado um fracasso pela crítica e pelo público. Pessoas seguem decepcionadas pelo que esperavam ser o “filme do ano”. Achei ruim? Sim! Detestei? Não! Teasers e trailers foram enchendo o público de expectativa. A escolha de uma artista com a potência da Lady Gaga não deixou dúvida: o longa seria um sucesso estrondoso. Aí veio o Festival de Cinema de Veneza, momento em que a imprensa fez questão de divulgar que, se os aplausos ao brasileiro Ainda Estou Aqui duraram 10 minutos, Coringa ultrapassou essa aclamação, marcando 11 minutos. Como isso poderia ser ruim? Para quem estava em outro planeta, vamos ficar todos na mesma página! Coringa: Delírio a Dois é a sequência do longa sobre Arthur Fleck, um palhaço com problemas mentais e uma origem familiar bagunçada, que, após ser demitido do emprego, assume uma postura violenta e comete uma série de assassinatos, tornando-se o Coringa. Agora, a continuação mostra o personagem preso em um hospital psiquiátrico, onde conhece Harleen "Lee" Quinzel, vivida brilhantemente por Lady Gaga. Os dois acabam se apaixonando e entram numa relação caótica, que circula entre obsessão, romantismo e loucura. Tudo poderia dar certo e, sim, poderíamos ter o filme do ano! Só que, por alguma razão, o experiente diretor Todd Phillips, que também dirigiu o Coringa de 2019, decidiu “comprar a ideia” de transformar o longa em um MUSICAL, e aí tudo começa a ir por água abaixo. Adoro o gênero musical, não é preconceito. Mas a verdade seja dita: é sempre muito arriscado! Tudo tem que estar em perfeita sintonia, não basta colocar uma das melhores artistas musicais da nossa geração ao lado de um ator versátil como Joaquin Phoenix, que já demonstrou ser um ótimo cantor em Johnny & June (2005). É preciso um roteiro bem amarrado, com canções que façam sentido e melodias envolventes. E, infelizmente, isso não é o que testemunhamos. Na terceira música, minha cabeça já gritava: “MEU DEUS, O DELÍRIO SE TORNOU COLETIVO NESSE FILME”. O longa naufragou só por causa das músicas? Não! O roteiro também é superficial, sem aprofundar a história de Lee, que eu adoraria saber mais. Mesmo com tudo isso, vou explicar por que não detestei: a química entre os dois atores é incrível! Pode não ser o filme do ano, pode não ter as melhores músicas, e hoje eu já posso ter esquecido de quase tudo, mas saí do cinema impactada pela entrega desses dois talentos. A dedicação de ambos na construção de Arthur e Lee merece 11 minutos ou mais de aplausos. Um filme não é apenas o que vemos na tela, há muito trabalho envolvido. Não podemos resumi-lo a uma expectativa frustrada. Lady Gaga, com ainda poucos trabalhos como atriz, é visceral, intensa e, sem dúvida, a melhor parte de Coringa: Delírio a Dois. Vale a pena? Vale!
A/002Para sempre Capitu
No centenário da morte de Machado de Assis, uma das mais famosas obras do escritor, Dom Casmurro, não poderia ficar de fora da farta lista do diretor Luis Fernando Carvalho, responsável pelas principais adaptações literárias para a televisão brasileira. Na última edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), ele chegou a participar de uma mesa redonda sobre as obras de Machado e falou sobre o desafio enfrentado para adaptar para a TV um romance tão polêmico, que terá o nome da personagem central feminina da trama - Capitu. Esse trabalho, que reúne um grande elenco, vai virar uma das importantes atrações da TV Globo no ano. Mas não será nem novela nem minissérie a sim uma microssérie. Leia o texto completo (2008) no arquivo abaixo. Publicação da revista Panorama Editorial, da Câmara Brasileira do Livro.
A/003A escritora dos finais felizes
O mercado de adaptações literárias para as telonas sempre foi visto como aposta quase certa em Hollywood. Porém, mais que apostas, alguns escritores são garantia de sucesso aos olhos dos produtores cinematográficos. E o caso da inglesa Jane Austen, que já teve seus livros adaptados para o cinema diversas vezes. Leia o texto completo (2008) no arquivo abaixo. Publicação da revista Panorama Editorial, da Câmara Brasileira do Livro.
A/004Tim Burton no País das Maravilhas
O diretor Tim Burton, responsável por filmes como Edwards Mãos da Tesoura, de 1990, e Sweeney Todd, de 2007, está engajado em uma nova superprodução. Dessa vez, a escolha de Burton foi adaptar para o cinema a complexa obra literária Alice No Pais das Maravilhas, do escritor Charles Lutwidge Dodson, mais conhecido pelo pseudônimo Lewis Carrol. Leia o texto completo (2008) no arquivo abaixo. Publicação da revista Panorama Editorial, da Câmara Brasileira do Livro.
A/005Até sob tortura, Ellen Page arrasa
Em 2005, Ellen Page chamou a atenção dos críticos logo no seu primeiro papel de destaque em "Menina Má.com". No longa ela vive a inofensiva garotinha de 14 anos que mantém uma amizade pela internet com um fotógrafo bem mais velho. A relação dos dois desencadeia um jogo perigoso de ameaças e revelações do passado do rapaz. Leia o texto completo (outubro de 2008) no arquivo abaixo.
A/006De fã para fã
Arquivo X foi um dos seriados de maior sucesso na história da tv americana. A legião de fãs do programa gerou grupos de discussão em vários países, Tanto sucesso não poderia ficar fora das telonas e mesmo após seis anos do término do seriado, a velha fórmula que une os dois mais carismáticos agen- tes do FBI ainda se mostra muito viva, pelo menos em meio aos fãs incondicionais da série, onde eu também me encaixo. Acompanhe o texto publicado em setembro/2008, na revista Expressão.